terça-feira, 10 de agosto de 2021

Serra da mantiqueira - roteiro de turismo rural

 E nada como  o friozinho da serra... uns dias na região da Serra da Mantiqueira, fora do circuito tradicional - dessa vez não fomos nenhum dia pra Campos do Jordão,  nosso roteiro ficou entre São Bento do Sapucaí e Santo Antônio do Pinhal,  duas charmosas cidades de Serra, que as vezes ficam meio que esquecidas por conta da  vizinha famosa.

A região agora conta com a rota da Mantiqueira, uma associação de fazendas, produtores locais, e estabelecimentos de hospedagem que divulgam as novidade em eventos, turismo, gastronomia e lazer

Seguindo as dicas da rota, ficamos hospedados em São Bento, na Pousada Chalé da Estalagem (https://pousadachalesdaestalagem.com.br/),  que apesar de não fazer parte da associação, está super bem classificada no Booking.com. 

A pousada é um charme, conta com 10 chalés,  super fofinhos, pra quem tem bichinho de estimação, ela é pet friendly,  os donos o sr Edson e a srª Helena, são fantásticos, carinhos, super atenciosos... os bolos do café da  manhã que a Helena faz, são um caso a parte -  simplesmente deliciosos,  fora os bichinhos da pousada, o trio felino e os dois cachorrinhos.


Fotos da Pousada:
















São  Bento, está com um roteiro turistico, voltado tanto ao cultural, como ao turismo de experiencia, fomos então conhecer as novidades.

Montei um roteiro de 5 dias, saindo daqui de SP numa quinta-feira cedo e retornando na segunda-feira de manhã, assim aproveitamos o domingo todo e voltamos sem transito pra cá.

Nosso primeiro turismo de experiência, foi na Fazenda Portal da Luz - Vinícola Raízes do Baú. (https://vinicolaraizesdobau.com.br/). Um lugar lindo, realmente com uma iluminação única no topo da serra, Lá eles além das vinhas, tem uma plantação de castanhas portuguesas, e produzem vinhos , cervejas e outras iguarias gastronômicas. Os vinhos seguem a produção já bem utilizada na região da dupla poda, para melhor aproveitamento das uvas em nosso terroir.  São nove tipos de uvas que eles platam lá: Cabernet Sauvignon,  Malbec, Pinot Noir, Merlot, Syrah, Pinot Meunier, Chadonnay Pinot Grigio e Viognier . Os vinhos que eles produzem são brancos, tintos e espumante,  além das cervejas com castanha portuguesa, pães e doces de castanha.

O tour é super restrito, pra grupos de no máximo 6 pessoas pra que toda a experiência seja completa. O monitor da vinícola nos leva de carro até a plantação, e lá percorre-se no tempo da gente.. com calma... pra aproveitar cada minuto. Leva-se em média 2 horas,  e ele nos conta toda a história da propriedade e da plantação.  Como estamos no inverno a  maioria das videiras estavam em "modo soneca",  mas as Syrhas de dupla poda estavam com suas uvas quase no ponto da colheita, segundo o nosso monitor em no máximo mais duas ou três semanas a colheita ,  ou vindima de inverno seria feita. Após o tour na plantação descemos pro empório onde fizemos a degustação de dois vinhos e da cerveja de castanha acompanhado por queijos de região.

A estrada é de terra, então atenção máxima em dias pós chuva, pois fica um pouquinho difícil o trajeto em veículo comum, mas dá pra fazer....

Fotos da Fazenda e vinicola:






















Voltando pra  São Bento no final da tarde, aproveitamos a noite pra conhecer a gastronomia da cidade e fomos na Pizzaria  Deghust,  que fazem a pizza na pedra,  deixando elas crocantes e quentinhas, afinal nessa noite a temperatura média foi de 9° C.














No dia seguinte, aproveitamos pra conhecer a Oliq azeites (https://oliq.com.br/); fazenda produtora de azeites de oliva, abacate, também plantam café, tudo de forma sustentável e com a preocupação com o manejo das espécies. lá fizemos o tour guiado pelos olivais,  conhecemos também o processo de produção no largar,  degustamos alguns tipos de azeites... aí fomos esperar nosso almoço também com os pratos harmonizados com os azeites.... eles tem um jardim de lavandas belissimo! e nossa sexta-feira fria de julho foi nesse local m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o !!!!!!!!!!

Fotos da fazenda Oliq:
































 Reservamos o sábado pra o tour pela cidade de São Bento e seus atrativos culturais,  o museus da Revolução de 32,  o bairro do quilombo com sua feirinha de artesanato, a igrejinha do Rosário, a matriz, pra almoçar fomos no restaurante Pedra do Baú, que fica bemmmm embaixo da pedra do Baú, atrativo pra quem curte montanhismo e esportes radicais, a gente ficou mesmo é no restaurante só aproveitando a paisagem kkkk









































No domingo reservamos pra ir até Santo Antonio do Pinhal, conhecer o Jardins dos Pinhais ecoparque,(https://jardimdospinhais.com.br/) um parque de jardins temáticos que remetem a locais como o deserto americano, os jardins japoneses, uma brincadeira com esculturas de dinossauros que garante o divertimento da garotada, além da vista deslumbrante da Serra da Mantiqueira! 
Almoçamos por lá mesmo,  aproveitando a vista!
De lá seguimos até  a Bodega, (https://abodega.com.br/site/) loja especializada em cachaças de todos os tipos!






















E assim fizemos um roteiro de 4 dias super bem aproveitado na região da Serra da Matiqueira!










sábado, 13 de fevereiro de 2021

Enoturismo Paulista - Jundiaí, vinhos dos imigrantes

     E aos poucos , com todos os cuidados e atenção à pandemia,  vamos retornando a turistar... o enoturismo da vez foi novamente  em Jundiaí,  afinal a cidade conta com mais de 20 vinícolas produtoras e que possuem visitas.

    No sábado,  fomos à Vinicola Saccomani, outra pequena produtora de vinhos naturais,  com  uvas do  tipo Catawba Rosa,  uma uva americana , que veio na bagagem dos imigrantes italianos, que pra àquelas bandas se fixaram , na época do auge da produção cafeeira paulista.
    A proposta  deles é de pequenos encontros, grupos de no máximo  20 pessoas, pra um dia de lazer e conhecimento sobre os vinhos da vinícola. Costumam fazer nos meses de colheita eventos de colheita das uvas, evento de degorgement dos espumantes Nature, foi esse evento que fomos.
    Sobre o dia lá:  iniciamos com uma breve visita à área de produção, onde o Eduardo, guia de lá nos contou um pouco da história da família, como começou a produção dos vinhos, quais vinhos o sr José produz lá, após demos uma volta pela área, e começou o  degogermet, onde cada um pode fazer o da sua garrafa .


"O momento do degórgement


Logo após a segunda fermentação, chega a hora de uma etapa chamada dégorgement ou, em bom português, degola. O nome faz referência ao que é feito na prática com a garrafa de espumante nesse momento da produção.
As células mortas das leveduras processadas durante a segunda fermentação, conhecidas como borra, geralmente dissolvem-se no líquido do espumante por meio do processo de autólise.
Esse período de dissolução, chamado também de “tempo sur lie”, é o tempo em que a bebida permaneceu com suas borras. Assim, quanto maior a duração do contato entre esses dois elementos, maior o corpo, a cremosidade e a complexidade da bebida.
No entanto, após o fim do período, que pode durar entre seis meses e cinco anos, o espumante não pode ser simplesmente retirado da garrafa e filtrado. Caso isso acontecesse, a garrafa perderia um de seus principais elementos: o perlage.
Como solução, as garrafas são giradas e movimentadas durante pelo menos 60 dias para que as borras se desgrudem das paredes e do fundo do vidro e acabem depositando-se nos gargalos. Quando isso acontece, chega o momento do dégorgement, ou a degola do gargalo.
Nele, o gargalo é congelado, corta-se a tampa de metal, e a própria pressão de dentro da garrafa expulsa a borra. Caso ocorra uma perda de volume do espumante nesse processo, alguns produtores habituaram-se a preencher o espaço com licor de dosagem, que vai determinar o estilo da bebida de acordo com a quantidade de açúcar." (texto retirado do site da casa Valduga)
Além do "degogermet", ainda brincamos com  a sabragem, técnica de abrir os espumantes com o sabre, creditada por muitos à Napoleão Bonaparte.
O evento ainda contava com o almoço no estilo "slowfood" e assim passamos um dia agradável no  interior, como se estivéssemos no sitio do tio...