domingo, 9 de junho de 2019

turistando por aí --- roteiro da vez : Jundiaí

    E aí  o que fazer num sábado meio friozinho?
    Que tal uma rota do vinho diferente? É porque não só da já famosa rota do vinho de São Roque que vive o enoturismo paulista,  tem  muitas, mas muitas outras boas opções por esse São Paulo que a gente nem imagina....
    Jundiaí, já tão falada pelas suas uvas e frutas,  ou ainda pros mais antigos o café - o ouro  negro paulista;  tem excelentes vinícolas começando a investir no turismo.
    A cidade possui seis rotas turísticas, cada uma com características próprias e atrativos diversos,  sempre focados no bucolismo do interior paulista.
    Fizemos duas delas no sábado:  a do Centro Histórico e a do Castanho,  e demos uma passadinha mega rápida na da Cultura Italiana.
    
O Centro Histórico:

    Visitar o centro histórico de Jundiaí é viajar no tempo e voltar a época dos Barões do Café,  suas fazendas e palacetes centrais das cidades.
    A praça da matriz ou  largo da matriz como é conhecido, é voltar no tempo praticamente ao séc XVII,  embora tendo passado por inúmeras transformações ao longo do século é ali que a cidade nasceu.  A Igreja de Nossa Senhora do Desterro, hoje catedral metropolitano é a primeira igreja desde a época da  Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Jundiahy, depois de varias mudanças  seu desenho atual é de autoria da Ramos de Azevedo e data do séc. XIX.   


 


    O solar do Barão, casa do barão do café, no centro da cidade, bem do lado a igreja matriz, é hoje o museu histórico de Jundiaí, está passando por restauro e recuperação de suas paredes internas, que eram todas pintadas com arabescos da época e medalhões com alusão à riqueza do café. O jardim acabou de ser revitalizado e aos sábados abriga uma feirinha de artesanato local,  vale a pena a visita,  é legal de ver as paredes em pau a pique originais,  documentos antigos, mobiliário da época e até a cartola do barão do café.

 

 

    Do "centrinho" descemos pro  Complexo Fepasa, o conjunto de prédios das antigas oficinas da Companhia Paulista de estradas de Ferro, lá eram consertadas as composições que escovam o café da região de Jundiaí para o Porto de Santos,  hoje o espaço abriga o museu da Companhia Paulista, a casa da cultura, onde os jovens tem aulas de teatro, dança, arte plasticas em geral,  alguns cursos da Fatec e o poupa -tempo, os prédios estão super bem conservados, o  senhor que cuida do museu é uma aula de história viva...
 

















    Bom...  depois de tanto andar...  deu fome, e nada melhor que numa cidade de colonização italiana um  bom restaurante italiano!!
    E lá fomo nós, na rota da cultura italiana, fomo almoçar no Travitália, ( http://www.travitalia.com.br) culinária italiana de raiz  já misturada à cultura brasileira,  no bairro onde nasceu a primeira colonia italiana de Jundiaí - o Traviu.  
    




    Pra fechar o sábado tínhamos o Tour da Vinho,  na Vinícola Castanho, um tour guiado pelos vinhedos com degustação e harmonização de queijos e vinhos produzidos ali pela Vinícola  Castanho.  
    O tour começa com uma visita ao parreiral,  onde o  proprietário e enólogo,  sr João e seu filho  Ricardo nos explicam sobre as uvas, as características do solo da região ,  e o inicio do processo de fabricação do vinho. Seguindo pra área de produção, conhecemos as "pipas"  de alumínio onde o vinho é feito, as barricas de carvalho onde são armazenados e ao final uma degustação de cinco rótulos e queijos que harmonizam com cada rótulo ( tipo de vinho e uvas),  ainda tem a lojinha onde além dos vinhos tem queijos e outras guloseimas produzidas na região.













   Jundiaí como falei no começo tem muitas outras atrações turísticas, varias outras vinícolas, fazendas históricas cafeeiras, sítios onde podemos acompanhar a colheita de frutas, enfim rotas e roteiros são vários, essa vez  fizemos esse, da próxima?  
     Bom da próxima não sei, só sei que quero desenhar muitas e rotas e roteiros por aí......













terça-feira, 14 de maio de 2019

Junho -- corpus christi e festas juninas

    Aproveitando que Maio já está na metade, e nos preparando pro friozinho de junho e as festas juninas.... e o feriado de Corpus  Christi....
    Vou começar esse post falando sobre o feriado de  Corpus  Christi,  o  feriado dos tapetes coloridos nas ruas.
    Mas todo mundo pergunta:  afinal o que é o tal do Corpus Christi?
    Bom vamos lá:  Segundo o  site www.significados.com é:

Corpus Christi significa Corpo de Cristo. É uma festa religiosa da Igreja Católica que tem por objetivo celebrar o mistério da eucaristia, o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo.
A festa de Corpus Christi acontece sempre 60 dias depois do Domingo de Páscoa ou na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão à quinta-feira santa quando Jesus instituiu o sacramento da eucaristia
Corpus Christi não é feriado nacional, tendo sido classificado pelo governo federal como ponto facultativo. Isso significa que a entidade patronal é que define se os funcionários trabalham ou não nesse dia, não sendo obrigados a dar-lhes o dia de folga.
Durante esta festa são celebradas missas festivas e as ruas são enfeitadas para a passagem da procissão onde é conduzido geralmente pelo Bispo, ou pelo pároco da Igreja, o Santíssimo Sacramento que é acompanhada por multidões de fiéis em cada cidade brasileira.
    Tendo para nós brasileiros a origem portuguesa, seguimos o costume dos "tapetes" coloridos para procissão. Esse costume remonta ao seculo XIII quando começou a celebração da data.
    Os tapetes são feitos com pó de serragem, cascas de árvores, flores secas e diversos materiais,somados a costumes locais,  sempre com motivos religiosos.
    Aqui no Brasil, foi na cidade de Ouro Preto que essa tradição se iniciou e se difundiu pra todas as demais regiões do país. A  cidade de Pirenópolis (GO),  tem sua celebração como uma das mais antigos, vem desde o séc XVIII, lá é comum além da serragem o uso  de flores do cerrado secas  e a procissão acontece de manhã, diferente da  maioria das cidades brasileiras onde  a procissão acontece no final da tarde, normalmente antes da última missa do dia.
    Em São Paulo, as cidades de Matão e Santana do Parnaíba são as mais tradicionais, mas a tradição dos tapetes acontece em quase todas as cidades do estado.
    Em Santana do Parnaíba que fica há 43km  do centro de São Paulo, programa bacana pra um bate e volta,  os tapetes ocupam os quarterões ao entorno da Igreja Matriz e a  procissão acontece ao final da tarde, para que os turistas possam admiram os tapetes,  na sua maioria confeccionados por entidades filantrópicas e escolas da região.
    Aproveitando que já está em  Santana do Parnaíba, não deixe de admirar seu casario colonial, bem como saber que foi dali que muitas rotas bandeiristas saíram em direção ao interior , desbravando o nosso Brasil no idos de 1600.  


    
fachada de uma casa provavelmente  datada  do séc XVII



detalhe  dos tapetes -  atenção aos motivos religiosos



Caminho da procissão

Detalhe da torre da Igreja Matriz

Recorte com diversos tapetes - feitos com pó de serragem colorida





quarta-feira, 1 de maio de 2019

Final de semana chegando - o que fazer?


    Sugestão: ver a exposição sopro na Pinacoteca de São Paulo

(http://pinacoteca.org.br/programacao/ernesto-neto-sopro/
   
    Além da exposição sopro , a Pinacoteca em si e o Parque da Luz são uma excelente opção de passeio na cidade, o prédio construído por Ramos de Azevedo, e revitalizado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, tem em seu  acervo obras de grandes  nomes da arte brasileira.  Por lá você encontra obras de Brecheret, Ceschiatti,  Anita Mafaltti, entre outros. A pinacoteca fica em frente a outro ícone de São Paulo -  a bela Estação da Luz, que passa  por obras no momento, estão "reconstruindo" o Museu da Língua Portuguesa após o incêndio ocorrido em 2015.
    Bom na verdade tudo ali vale a visita, estamos no centro de sampa!
    Outra ideia bacana , é aproveitar que se está do lado do Bom Retiro, bairro de comércio de moda, lá estão varias lojas de roupas e acessórios femininos, masculinos e infantis, o bairro que já foi reduto judeu, hoje abriga diversas outras colonias, como a coreana e aproveitar para conhecer a culinária dessas culturas. Lá podemos encontrar restaurantes judeus, gregos, brasileiros, e, claro coreanos! Foi num desses que fui ; o  New Shin-la Kwan.
    Fomos ver como era o churrasco coreano, e, sim  super indico! o restaurante parece que você não está em São Paulo, é muito característico coreano até com a TV ligada no canal coreano de noticias,  como eu brinquei  -  só faltou sair da cozinha um lutador de kung fu, no estilo dos filmes americanos hehehehe. Quanto ao churrasco, é super legal é feito na sua mesa -  no centro da mesa existe um espaço onde é colocado o carvão em brasa,  e nessa churrasqueira particular você assa sua carne que vem acompanhada de vários tipos de saladinhas um tanto apimentadas mas extremamente saborosas! Não,  nem você nem suas roupas saem de lá ao perfume de churrasco hahaha, o sistema de exaustão é simplesmente fantástico,  não fica  nadinha de nada cheirando a pós churrasco 😉
    Bom essa é uma ideia pra um sábado de turismo regional!